Mariela é a psicóloga encarregada de realizar na UTHGRA a amostragem sobre os transtornos e as doenças que as camareiras sofrem. É muito jovem, entusiasta e com uma capacidade de indignação a flor da pele. A Rel conversou com ela sobre os resultados do trabalho e sobre sua visão profissional relativa a esta questão.
No debate público, amiúde equipara-se o trabalho precário com o tempo de contratação, reduzindo assim o significado deste fenômeno. Entretanto, esta é só uma das dimensões do trabalho precário.
Trabalha como camareira há mais de vinte anos – quase tanto tempo como delegada sindical das Comissões Obreiras – em um pequeno hotel familiar em Lloret de Mar. Atualmente tem carteira assinada porque o hotel permanece aberto durante todo o ano. Nesta entrevista fala sobre suas condições de trabalho e sobre as dificuldades de ser sindicalista em um setor onde a mão de obra é super explorada.