07
Março
2016
10º Encontro Nacional de Trabalhadores Hoteleiros do Brasil
Os trabalhadores hoteleiros e seus desafios
En Montevideo, Amalia Antúnez

Durante os dias 25 e 26 de fevereiro, realizou-se em São Paulo a décima edição do Encontro Nacional de Trabalhadores Hoteleiros do Brasil. A atividade que contou com uma nutrida participação de delegados sindicais dos diversos estados brasileiros, colocou novamente sobre o tapete a questão da contribuição sindical que preocupa todos os organizadores, assim como a problemática enfrentada pelas camareiras.
Em diálogo com A Rel,CíceroPereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Hoteleiros de Sorocaba e Região, avaliou o evento como muito positivo, entre outras coisas porque houve um grande intercâmbio e debates entre os participantes.
O dirigente informou que foi feita uma pesquisa entre os representantes dos trabalhadores do setor, que prosseguiráaté o dia 11 de março, e que procura contar com o ponto de vista dos diferentes atores na questão da contribuição sindical e suas eventuais modificações.
“Há um grupo de deputados que pede mudanças na atual lei que regula o que, no Brasil, denominamos contribuição sindical, que é a forma como as organizações sindicais são financiadas, e da qual muitas vezes depende a sua estrutura”, assinalou.
Atualmente, a contribuição sindical tem um caráter tributário e é, portanto, obrigatória para todos os que integram alguma categoria econômica ou profissional.
“O que está em estudo é que a contribuição sindical deixe de ser obrigatória, pois, até agora, todos os empresários e trabalhadores custeiam o financiamento das organizações sindicais, estando ou não de acordo, sendo ou não filiados”, explicou Cícero.
O dirigente informou que foi feita uma pesquisa entre os representantes dos trabalhadores do setor, que prosseguiráaté o dia 11 de março, e que procura contar com o ponto de vista dos diferentes atores na questão da contribuição sindical e suas eventuais modificações.
“Há um grupo de deputados que pede mudanças na atual lei que regula o que, no Brasil, denominamos contribuição sindical, que é a forma como as organizações sindicais são financiadas, e da qual muitas vezes depende a sua estrutura”, assinalou.
Atualmente, a contribuição sindical tem um caráter tributário e é, portanto, obrigatória para todos os que integram alguma categoria econômica ou profissional.
“O que está em estudo é que a contribuição sindical deixe de ser obrigatória, pois, até agora, todos os empresários e trabalhadores custeiam o financiamento das organizações sindicais, estando ou não de acordo, sendo ou não filiados”, explicou Cícero.
Campanha Internacional
As camareiras em foco
Durante o encontro, Jaqueline Leite, do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), representando a Rel-UITA, realizou uma exposição sobre os problemas que as camareiras enfrentam, com ênfase especialmente nas condições de trabalho deste setor no Brasil.
“Apesar de, em nosso país, contarmos com uma Ordenança do Tribunal Superior do Trabalho que declara ser o trabalho das camareiras insalubre. Os fatos denunciam que estas trabalhadoras ainda continuam sem ver atendidas algumas das condições de trabalho básicas”, assinalou o dirigente.
Além disso, acrescentou: “A campanha internacional promovida pela UITA, nos oferece um enquadramento importante para que no país possamos brigar para que este setor usufrua o que está definido pela legislação trabalhista, em suas convenções coletivas”.
A ideia é que uma Norma Regulamentadora (NR) seja aprovada contemplando pautas para atenuar as doenças derivadas desse trabalho, como no caso das doenças osteomusculares, por posturas incorretas realizadas repetidamente; algumas alergias por contato com produtos químicos; depressão e estresse gerados por um ritmo extenuante de trabalho, entre outros.
“Reafirmamos o nosso compromisso com as camareiras na busca de melhores condições de trabalho e contamos com a Rel-UITA para levar adiante esta tarefa”, apontou.
“Apesar de, em nosso país, contarmos com uma Ordenança do Tribunal Superior do Trabalho que declara ser o trabalho das camareiras insalubre. Os fatos denunciam que estas trabalhadoras ainda continuam sem ver atendidas algumas das condições de trabalho básicas”, assinalou o dirigente.
Além disso, acrescentou: “A campanha internacional promovida pela UITA, nos oferece um enquadramento importante para que no país possamos brigar para que este setor usufrua o que está definido pela legislação trabalhista, em suas convenções coletivas”.
A ideia é que uma Norma Regulamentadora (NR) seja aprovada contemplando pautas para atenuar as doenças derivadas desse trabalho, como no caso das doenças osteomusculares, por posturas incorretas realizadas repetidamente; algumas alergias por contato com produtos químicos; depressão e estresse gerados por um ritmo extenuante de trabalho, entre outros.
“Reafirmamos o nosso compromisso com as camareiras na busca de melhores condições de trabalho e contamos com a Rel-UITA para levar adiante esta tarefa”, apontou.
Desafios para o setor em 2016
Ano de jogos olímpicos
Durante este ano, será realizada no Rio de Janeiro a 27ª edição dos jogos olímpicos. Isto significa para o país uma grande mobilização para preparar a infraestrutura que receberá cerca de 10.500 atletas de mais de 200 países, além de milhares de turistas amantes do esporte.
Calcula-se que haverá mais de 100 mil pessoas envolvidas diretamente na organização dos jogos, além de mais de 70.000 voluntários.
“Existe grande expectativa para ver como serão as condições de trabalho durante este megaevento dos jogos olímpicos”, indicou Cícero.
“Como em 2014, na Copa do Mundo – acrescentou – foi criada uma comissão tripartite para evitar abusos trabalhistas durante o tempo de trabalho para o evento.
Os trabalhadores do setor estão exigindo que os contratos sejam assinados com todas as pessoas que forem contratadas durante o evento, tanto da organização como dos jogos.
Não importa que sejam contratos temporários, com data para terminar. O importante é que não aconteça como em 2014, quando houve um sem fim de trabalhadores indocumentados, com condições de trabalho precárias e muitas vezes insalubres, sem contar os que perderam a própria vida por não trabalharem contando com a segurança correspondente”, finalizou.
Calcula-se que haverá mais de 100 mil pessoas envolvidas diretamente na organização dos jogos, além de mais de 70.000 voluntários.
“Existe grande expectativa para ver como serão as condições de trabalho durante este megaevento dos jogos olímpicos”, indicou Cícero.
“Como em 2014, na Copa do Mundo – acrescentou – foi criada uma comissão tripartite para evitar abusos trabalhistas durante o tempo de trabalho para o evento.
Os trabalhadores do setor estão exigindo que os contratos sejam assinados com todas as pessoas que forem contratadas durante o evento, tanto da organização como dos jogos.
Não importa que sejam contratos temporários, com data para terminar. O importante é que não aconteça como em 2014, quando houve um sem fim de trabalhadores indocumentados, com condições de trabalho precárias e muitas vezes insalubres, sem contar os que perderam a própria vida por não trabalharem contando com a segurança correspondente”, finalizou.

Fotos:FETRHOTEL
Tradução: Luciana Gaffrée