05
Maio
2017
Brasil | Sindicatos | STORA ENSO

Acordo na Veracel

Uma vez mais, a determinação do Sindicato e da Rel-UITA foram decisivas.

En Brasilia, Gerardo Iglesias
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 Carlos Eduardo “Cadú” Chaves       

Veracel, do grupo sueco-finlandês Stora Enso e Fibra do Brasil, revisou sua proposta inicial e informou à CONTAG sobre a possibilidade de assinar um acordo de condições de trabalho. A Rel conversou com Cadu Chaves, assessor da Confederação até este mês e novo integrante da CONTAR (assalariados rurais), para conhecer os pormenores do processo.
“Desde novembro do ano passado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Eunápolis, no sul do estado da Bahia, acompanhavam o processo de negociação coletiva na fábrica de celulose Veracel”, conta Cadu.

“Em fevereiro – continua – devido à interrupção das negociações, a Contag solicitou a intervenção da Rel-UITA. E, no final de março, a empresa retomou o diálogo, deixando de lado sua postura e proposta iniciais.

Segundo explicou Cadu, a Fibria se caracteriza por ser intransigente, e por seus antecedentes de acordos abaixo do índice da inflação e parcelados.

“Era necessário que a UITA informasse a Stora Enso como a Fibria estava procedendo. Em 7 de abril, cinco dias após a Rel-UITA ter enviado uma carta para a direção da empresa finlandesa, a Veracel deu sinais de que retomaria a negociação”, destacou Cadu.

Embora, no primeiro momento “a empresa tenha insinuado que não daria o aumento integral, na semana passada entrou em contato com a Contag para estudar um novo acordo sob os termos do Sindicato”.

“A Veracel é uma das grandes empresas anunciantes nos meios de comunicação brasileiros. Portanto, é muito difícil divulgar através da grande mídia algum conflito envolvendo a empresa. Por isso, foi tão importante o papel da Rel”, destacou.

O agora assessor da Contar destacou a preocupação das organizações sindicais diante do que denomina uma nova maneira de negociar, e teme que a postura da brasileira Fibria se imponha num futuro.

“A Fibria é claramente antissindical. Em outras fábricas conta com convênios frágeis e inclusive despediu trabalhadores sindicalizados. Temos que ficar atentos diante desta nova realidade, e conscientes de que ganhamos esta batalha, porém no ano que vem não será nada fácil”.

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Fotos: Nelson Godoy 

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